Caem as folhas
Seca a madeira velha
Raízes são fortes.
Natureza segue
Revelando o milagre
Vida mais uma vez.
- Navi Leinad -
2 de Junho de 2009
1 de Maio de 2009
Viagem ao centro da Terra
Era uma vez um leão perdido e desorientado no meio da floresta. Já estava velho, fraco, manco e praticamente cego, mas ainda era muito orgulhoso por se achar o rei da selva.
Certo dia, ao encontrar com uma pantera, se encheu de valentia e tentou abatê-la. Pobre leão! Foi ferido violentamente e, sem outra alternativa, resolveu cavar um buraco bem fundo para se esconder. A fuga sempre foi o seu subterfúgio mais utilizado, pois desde filhote morria de medo do bicho-papão.
Certo dia, ao encontrar com uma pantera, se encheu de valentia e tentou abatê-la. Pobre leão! Foi ferido violentamente e, sem outra alternativa, resolveu cavar um buraco bem fundo para se esconder. A fuga sempre foi o seu subterfúgio mais utilizado, pois desde filhote morria de medo do bicho-papão.
Alguns nativos da floresta dizem que o leão morreu. Outros dizem que até hoje ele está cavando, cavando, cavando...
Moral: Enquanto o leão não perder o medo do bicho-papão, nunca vai sair do buraco.
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22 de Abril de 2009
Angústia
Sob o jugo do próprio olhar
Aprisionou-se em tirania
Quis viver aflito
Triste e oprimido
Reprimiu os sentimentos
E se escondia
Tentou acreditar que assim
Niguém descobriria
Sua íntima agonia.
Aprisionou-se em tirania
Quis viver aflito
Triste e oprimido
Reprimiu os sentimentos
E se escondia
Tentou acreditar que assim
Niguém descobriria
Sua íntima agonia.
- Navi Leinad -
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17 de Abril de 2009
Censura paroara
Amigo Juvêncio,
Aqui no meio do mundo também estamos solidários ao 5ª Emenda, repudiando a censura imposta pela Justiça do Pará.
Força, caríssimo!
13.4.09
Juíza Ordena Retirada de Posts
Cumprindo liminar deferida pela juíza da 3ª Vara Cível da capital, dra. Teresinha Moura, em ação movida por Elias Sefer e outros, o blog informa aos seus leitores que retirou dos arquivos alguns posts referentes ao caso Sefer.
O poster vai levar a papelada aos seus advogados.
Até mais tarde.
Postado por Juvencio de Arruda às 15:22
Aqui no meio do mundo também estamos solidários ao 5ª Emenda, repudiando a censura imposta pela Justiça do Pará.
Força, caríssimo!
13.4.09
Juíza Ordena Retirada de Posts
Cumprindo liminar deferida pela juíza da 3ª Vara Cível da capital, dra. Teresinha Moura, em ação movida por Elias Sefer e outros, o blog informa aos seus leitores que retirou dos arquivos alguns posts referentes ao caso Sefer.
O poster vai levar a papelada aos seus advogados.
Até mais tarde.
Postado por Juvencio de Arruda às 15:22
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8 de Abril de 2009
Caçador de pipa
Fazer pipa é uma arte. Nem todos têm habilidade para sua confecção, mas aquele garoto estava no caminho certo. Na sua rua moravam pelo menos três amigos que faziam pipas excelentes, e ele sempre os observava.
Cores, tamanhos, formas, linhas sempre novas e adequadas, tanto para a armação, quanto para soltar as pipas. Plásticos ou retalhos de pano para as rabiolas, papéis de seda para encapar, cola para colar. As talas, conseguidas em buritizais nos arredores de Macapá, ou nos alagados do bairro do Laguinho, eram cuidadosamente raspadas e medidas, para que o equilíbrio das pipas não ficasse prejudicado.
Como eram animados aqueles finais de semana de férias escolares! Fazer suas próprias pipas é muito melhor do que comprá-las prontas!
Quando o garoto finalmente conseguiu fazer a sua pipa perfeita, teve a infelicidade de perdê-la num enlace, e depois vê-la danificada na mão de quem a pegou. Mas não se deu por vencido e esperou a próxima queda dela, porque ela certamente cairia de novo.
Não caiu. Enroscou-se na rede elétrica em frente a sua casa, e lá foi abandonada. Imediatamente o garoto pegou uma pequena pedra do chão, amarrou na ponta de uma linha e começou a arremessar na direção da pipa nos fios. Queria recupará-la, pois poderia consertar o que foi danificado, e assim teria novamente sua pipa 'perfeita'.
Ignorando o perigo que já corria, trouxe de dentro de sua casa uma vara de alumínio tão comprida que era capaz de alcançar, com algum esforço, o fio onde a pipa estava enroscada. Um pouco abaixo existiam outros fios, que a vara tocava insistentemente.
De repente, mas previsivelmente, o garoto sentiu que a vara ficou presa. Olhou para ela e viu que parecia estar grudada aos fios. Largou-a e confirmou que estava presa, não caiu no chão. Inadvertidamente, puxou forte para baixo no intuito de soltá-la, mas percebeu que faíscas caíram ao seu redor, e logo em seguida ouviu um estouro que o fez largar a vara com susto, e, em seguida, foi banhado por uma chuva de faíscas.
O garoto saiu pulando feito um coelho, buscando abrigo sob uma jovem mangueira próxima ao local. A vara partiu-se em duas, sendo que a parte que estava em contato com os fios ficou levemente derretida, e a outra parte apenas na ponta onde partiu.
Toda a energia da rua foi automaticamente desligada, o que fez com que os moradores saíssem de suas casas para saber o que tinha ocorrido. E o garoto, acreditando que poderia se misturar aos curiosos, teve o azar de estar sendo observado pela vizinha mexeriqueira, que por anos o transformou no protagonista de diversas versões sobre o fato.
Nunca mais aquele garoto tentou recuperar suas pipas. Não pelo perigo, mas porque a vizinha nunca tinha o que fazer.
Cores, tamanhos, formas, linhas sempre novas e adequadas, tanto para a armação, quanto para soltar as pipas. Plásticos ou retalhos de pano para as rabiolas, papéis de seda para encapar, cola para colar. As talas, conseguidas em buritizais nos arredores de Macapá, ou nos alagados do bairro do Laguinho, eram cuidadosamente raspadas e medidas, para que o equilíbrio das pipas não ficasse prejudicado.
Como eram animados aqueles finais de semana de férias escolares! Fazer suas próprias pipas é muito melhor do que comprá-las prontas!
Quando o garoto finalmente conseguiu fazer a sua pipa perfeita, teve a infelicidade de perdê-la num enlace, e depois vê-la danificada na mão de quem a pegou. Mas não se deu por vencido e esperou a próxima queda dela, porque ela certamente cairia de novo.
Não caiu. Enroscou-se na rede elétrica em frente a sua casa, e lá foi abandonada. Imediatamente o garoto pegou uma pequena pedra do chão, amarrou na ponta de uma linha e começou a arremessar na direção da pipa nos fios. Queria recupará-la, pois poderia consertar o que foi danificado, e assim teria novamente sua pipa 'perfeita'.
Ignorando o perigo que já corria, trouxe de dentro de sua casa uma vara de alumínio tão comprida que era capaz de alcançar, com algum esforço, o fio onde a pipa estava enroscada. Um pouco abaixo existiam outros fios, que a vara tocava insistentemente.
De repente, mas previsivelmente, o garoto sentiu que a vara ficou presa. Olhou para ela e viu que parecia estar grudada aos fios. Largou-a e confirmou que estava presa, não caiu no chão. Inadvertidamente, puxou forte para baixo no intuito de soltá-la, mas percebeu que faíscas caíram ao seu redor, e logo em seguida ouviu um estouro que o fez largar a vara com susto, e, em seguida, foi banhado por uma chuva de faíscas.
O garoto saiu pulando feito um coelho, buscando abrigo sob uma jovem mangueira próxima ao local. A vara partiu-se em duas, sendo que a parte que estava em contato com os fios ficou levemente derretida, e a outra parte apenas na ponta onde partiu.
Toda a energia da rua foi automaticamente desligada, o que fez com que os moradores saíssem de suas casas para saber o que tinha ocorrido. E o garoto, acreditando que poderia se misturar aos curiosos, teve o azar de estar sendo observado pela vizinha mexeriqueira, que por anos o transformou no protagonista de diversas versões sobre o fato.
Nunca mais aquele garoto tentou recuperar suas pipas. Não pelo perigo, mas porque a vizinha nunca tinha o que fazer.
- Navi Leinad -
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1 de Abril de 2009
Selos
Foram ofertados ao blog alguns selos nos últimos meses, e só agora eu parei para reuni-los e publicá-los. Pelas "regras", geralmente, eu deveria indicar um número limitado de blogs para também recebê-los, mas prefiro deixar que qualquer amigo blogueiro fique livre para escolher o selo que mais lhe agradar.
Então, vamos aos selos:
e 
(Obrigado Lêda Maria)

(Obrigado Claudia Nascimento)

(Obrigado Diniz Sena, Ivan Carlo e Márcia Corrêa)
p.s.: eu sei qual selo o Diniz vai pegar! hehehehehe...
Atualizado em 02/04/2009
Confirmando minhas suspeitas, em clima de brincadeira o amigo blogueiro Diniz Sena ofereceu ao blog o selo retarDARDOS, que ele nunca revelou ter recebido, mas agora que já pegou o requisito para o merecimento do selo, pode finalmente dividir com todos sua alegria.
O selo representa uma brincadeira com os blogueiros que recebem o DARDOS, por ser uma premiação de origem desconhecida e com um nome sem sentido, o que o torna, no mínimo, duvidoso.Mas como o DARDOS me foi presenteado pela amiga blogueira Claudia Nascimento, do importante Marcos do Tempo, nunca duvidaria da sua intenção na indicação, e acredito nos seus dizeres de reconhecimento de valores empregados pelo blog.
Portanto, está recebido o meu selo retarDARDOS (rsrsrsrsrsrs...), e agora eu o ofereço à Claudia, que também recebeu um DARDOS.
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28 de Março de 2009
Bate-Blog
Estou participando do Bate-Blog, uma série de entrevistas que o meu amigo blogueiro, publicitário e pai da princesa Talita, Diniz Sena, está fazendo no seu blog.
Leia aqui o meu Bate-Blog.
Leia aqui o meu Bate-Blog.
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27 de Março de 2009
Zé Miguel para todo o Brasil
O programa "Domingão do Faustão", da TV Globo, está dando uma oportunidade para que músicos de todo o Brasil se apresentem ao vivo em seu quadro "Garagem do Faustão", e o cantor amapaense Zé Miguel está participando com um vídeo da música "Pérola azulada".
Foi uma amiga paraibana do cantor que fez a inscrição do vídeo, e por isso ele aparece como se fosse da Paraíba, mas já garantiu que se conseguir ser selecionado vai esclarecer de onde é, pois tem muito orgulho de ser amapaense, com todo o respeito e carinho ao povo paraibano.
Zé Miguel está divulgando sua participação e pedindo que todos votem quantas vezes puderem no seu vídeo, e a blogosfera amapaense já está se mobilizando nesse sentido.
Para votar basta clicar nas estrelinhas abaixo do vídeo.
Eu já votei hoje, e vocês podem votar clicando aqui. Não esqueçam de dar as cinco estrelas!
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19 de Março de 2009
Retorno
E atravessou,
como tantas vezes,
para a outra margem do rio.
Retornou ao seu chão
Retornou ao seu chão
ainda com aquela linha imaginária
e fortaleza de sempre,
mas, desta vez,
tudo lhe pareceu diferente...
Por onde passava só via o que foi,
Por onde passava só via o que foi,
nunca o que hoje é.
- Navi Leinad -
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18 de Fevereiro de 2009
Até breve
Fez as malas sem alarde
E dentro dela encheu
Saudade.
Nos olhos tristes há enxurrada
Não é vergonha
Mascarada.
Reforçando assim os laços
Aos amigos deixou
Beijos e abraços.
- Navi Leinad -
E dentro dela encheu
Saudade.
Nos olhos tristes há enxurrada
Não é vergonha
Mascarada.
Reforçando assim os laços
Aos amigos deixou
Beijos e abraços.
- Navi Leinad -
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11 de Fevereiro de 2009
Livro Livre Amapá
No final de 2008 foi criada a comunidade Blogueiros Amapaenses, no site de relacionamentos orkut. A intenção era reunir a blogosfera tucuju* num só lugar, facilitando a interação entre os blogueiros, estimulando o debate de idéias e gerando meios de coloca-las em prática. E foi o que aconteceu.
O professor Ivan Carlo, do blog Idéias de Jeca-tatu, sugeriu que fosse implementado no Amapá o BookCrossing, uma interessante iniciativa de incentivo e democratização da leitura, que no Brasil já existe com o nome Livro Livre.
A proposta obteve apoio imediato de vários blogueiros amapaenses, e assim nasceu o Livro Livre Amapá.
A proposta obteve apoio imediato de vários blogueiros amapaenses, e assim nasceu o Livro Livre Amapá.
Não deixe de conferir.
* Os Tucuju foram índios de uma das primeiras etnias encontradas no Amapá, e por isso o nome é utilizado quando nos referimos às coisas do Estado.
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5 de Fevereiro de 2009
31 de Janeiro de 2009
Cinco respostas
Trata-se de uma série de conversas, no estilo entrevista, onde seus escolhidos são convidados a responder cinco perguntas, de um total de dez por ele definidas.
Confesso que fiquei tentado a responder todas, mas as regras eram claras: apenas cinco serão publicadas, independente de quantas forem respondidas.
Vocês podem ler a entrevista clicando aqui.
No final ele colocou uma poesia minha, publicada aqui em 2006.
Espero que gostem.
Valeu, Alemão!
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26 de Janeiro de 2009
Abriu, não troca mais.
Havia chegado o grande dia. Finalmente compraria seu primeiro time de futebol de botão.
Subiu em sua bicicleta e se dirigiu ao pequeno estabelecimento comercial, onde, tradicionalmente, se vendia de tudo um pouco. A distância a percorrer era razoavelmente grande para uma criança com pouco menos de dez anos.
Apesar da pouca idade, ele já se declarava torcedor do Flamengo, só que o time de futebol de botão que encheu seus olhos foi o do Palmeiras, com aquele verde forte e imponente. A década de 80 foi um período com grandes conquistas do rubro-negro carioca no futebol nacional e internacional, sendo previsível que crianças em todo o país passassem a simpatizar e torcer por ele. Mas o garoto, desconhecendo o longo período sem conquistas que o clube paulista enfrentava, escolheu o alvi-verde palestrino* como seu primeiro time de futebol de botão.
Voltou para casa todo orgulhoso pela compra, ansioso para estreá-lo mostrando ao irmão mais velho, ao tio quase da idade do irmão, aos primos e aos amigos da vizinhança. Agora poderia brincar sem ter que pedir emprestado deles.
Quando abriu a embalagem, uma surpresa nada agradável. As peças estavam todas retorcidas... tudo empenado. Talvez por ter sido exposto ao calor excessivo do meio do mundo**, o material plástico não suportou e entortou. Ou o defeito poderia ser da fabricação, não havia como descobrir. O certo é que todos disseram pro garoto voltar lá para trocar, e foi o que ele fez.
No estabelecimento comercial, com o brinquedo em mãos, pediu que fosse trocado por outro em perfeitas condições de uso, mas ouviu do comerciante, com um ligeiro sorriso na boca, uma frase que marcaria sua infância:
_ Abriu, não troca mais.
Um abatimento profundo tomou conta daquela criança, que voltava para casa em sua bicicleta deixando pelo caminho não só as marcas dos pneus, mas também as marcas da sua tristeza infindável, com as lágrimas que pingavam no chão.
- Navi Leinad -
* Palestra Itália foi o primeiro nome do Palmeiras.
** A cidade é cortada pela Linha do Equador.
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18 de Janeiro de 2009
Inspiração
que o fez voltar à lucidez,
aquela capacidade de percepção
originalmente espiritual,
como se estivesse fora da matéria
novamente.
- Navi Leinad -
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